Limpeza Pública em Campos poderá ser suspensa por 48 horas



Funcionários da Vital Engenharia Ambiental farão uma paralisação de 48 horas a partir desta sexta-feira (11/07). Segundo o diretor do Sindicato de Asseio e Conservação, Ezequiel Santos da Silva, o protesto é referente ao atraso de salários do mês de julho deste ano, que, segundo ele, deveriam ter sido pagos na última segunda-feira (07/08).

Ezequiel disse que o sindicato apoia o protesto sob a alegação de que a empresa não tem prestado muitas informações sobre o impasse. “Os atrasos começaram desde o mês passado, deixando os funcionários preocupados com as contas a pagar e por mais demissões que estão por vir”, disse.

O diretor lembrou que cerca de 250 trabalhadores já estão cumprindo aviso prévio. “Já temos informações de mais demissões e que este número poderá chegar a 400. Esses trabalhadores que estão cumprindo o aviso também estão receosos quanto à rescisão trabalhista”, comentou.

De acordo com Ezequiel, a paralisação é uma forma de sensibilizar a empresa em efetuar o pagamento. “Caso a empresa pague hoje (quinta-feira, dia 10/08), os funcionários vão trabalhar normalmente amanhã (sexta-feira, dia 11/08). Mas se não pagar, eles vão parar até que a situação seja resolvida”, adiantou.

Ezequiel relatou, ainda, que buscou informações na empresa quanto ao atraso de salários, mas não obteve respostas. “Cheguei até enviar um ofício e nada. Hoje fui até a Vital e um gerente informou que a Prefeitura de Campos está inadimplente com o convênio. Soube até que são quatro faturas”, comentou.

Em nota, a Prefeitura de Campos não recebeu comunicado oficial sobre paralisação, conforme determina a lei. Foi iniciada uma nova negociação com a concessionária Vital Engenharia Ambiental, responsável pelo serviço de coleta e limpeza do município, visando reduzir despesas, sem alterar na qualidade do serviço oferecido à população. O planejamento está sendo realizado de modo que todo o sistema seja otimizado, incluindo coleta e varrição, atendendo à demanda de acordo com o número de habitantes de cada bairro. Esta redução pode girar em torno de 20% a 30%. O município tem buscado manter todas as contas em dia e, desta forma, são necessárias estas readequações.
Fonte: Ururau

 





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