Coleta de lixo na mira da polícia e Ministério Público do estado do Rio

Investigações apontam indícios da existência de empresa "laranja" para lavagem de dinheiro em município de norte do estado do Rio
   Policiais civis da 112ª Delegacia de Polícia, de Carmo, com apoio de agentes do 7º Departamento de Polícia de Área (DPA), e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam a "Operação Chorume", nesta quinta-feira (25), contra políticos e empresas prestadoras de serviços de coleta de lixo envolvidas em um esquema de corrupção. Três pessoas foram presas, sendo uma vereadora e o ex-secretário de Meio Ambiente de Carmo, além de um empresário de Campos. De acordo com MPRJ, eles são acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e prevaricação. O processo corre, atualmente, sob segredo de Justiça.
O nome da operação faz alusão ao chorume, subproduto do lixo em decomposição. Segundo a Polícia Civil, a ação foi motivada por meio de uma investigação que apura superfaturamento do contrato de coleta de lixo pela antiga gestão da Prefeitura de Carmo. As investigações tiveram origem a partir de um áudio, onde ouviam-se três pessoas negociando o pagamento de propina a vereadores da cidade de Carmo. Apurada a suposta identidade dos interlocutores, foi solicitada perícia de voz à Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), que confirmou as identidades das vozes.
   Em uma das sessões na Câmara de Vereadores de Carmo, em dezembro de 2020, foi aprovado crédito suplementar para pagar determinados serviços, que não foram prestados pela empresa de coleta de lixo, com sede em Campos dos Goytacazes.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Carmo, Campos, São Fidélis e Macaé, tendo sido apreendidos diversos telefones celulares e documentos, que passarão por perícia técnica para que se dê continuidade às investigações, a fim de identificar demais envolvidos.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa, por meio da utilização de uma outra empresa de fachada e laranja na região do Norte Fluminense.
Fonte: Secretaria de Estado de Polícia Civil/MPRJ
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