Câncer bucal é o mais comum em homens acima de 40 anos


Embora não seja tão conhecido, o câncer de boca é um dos mais comuns, principalmente em homens a partir da quarta década de vida. Para disseminar informação sobre a doença, todos os anos durante o mês de maio, é realizada a campanha Maio Vermelho, que tem o objetivo de incentivar a população a ficar atenta a sinais de lesões bucais.

O câncer de boca é um tumor maligno que pode atingir lábios, estruturas da boca, bochechas, céu da boca, língua e o assoalho bucal – região embaixo da língua. Fatores genéticos podem estar relacionados, mas os hábitos de vida podem influenciar ainda mais no desenvolvimento do câncer de boca, como: tabagismo, ou seja, quem fuma cigarro ou utiliza outros produtos derivados do tabaco; consumo de bebidas alcoólicas, que associada ao tabagismo aumenta em 10 vezes a chance de desenvolver esse tipo de câncer; exposição ao sol, no caso de câncer de lábio; higiene bucal inadequada; excesso de gordura corporal; exposição a amianto, poeira de madeira, poeira de couro, sílica, formaldeído e outros.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), há uma estimativa de 15.190 novos casos por ano no triênio 2020-2022, sendo 11.180 em homens e 4.010 mulheres. O número de mortes pode chegar a 6.192 ao ano.

O cirurgião de cabeça e pescoço, Raphael Sepulcri, detalhou quais são os sintomas que as pessoas precisam estar atentas: “lesões ou feridas na boca ou na cavidade oral de difícil cicatrização (mais de duas semanas), lesões estas que sangram e estejam crescendo; manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas; nódulos no pescoço; dificuldade ou dor para mastigar ou engolir; dificuldade de falar; sensação de um corpo estranho na garganta e dificuldade para movimentar a língua”.

Diagnóstico precoce ajuda na cura
Segundo o cirurgião, o diagnóstico é feito geralmente com um exame clínico, mas a confirmação depende de uma biópsia. “Depois de realizado, podemos utilizar alguns exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética que auxiliam no diagnóstico e, principalmente, ajudam na avaliação do tamanho do tumor e na programação do tratamento. A maioria dos pacientes chega em estágio avançado da doença, o que dificulta a cura”, explicou Raphael.

O profissional destacou ainda que, com a pandemia da Covid-19, a situação se agravou ainda mais, porque, além das pessoas terem ficado um tempo sem fazer algum acompanhamento médico, muitas, mesmo tendo o diagnóstico, ainda tiveram dificuldade de fazer tratamento e cirurgia por conta de alguns serviços que foram suspensos durante um tempo.

Em alguns casos, é necessária a realização de cirurgias mais complexas que podem deixar sequelas maiores. Por isso, o diagnóstico é tão importante nos estágios iniciais, pois permite um tratamento com melhor resultado funcional e as chances de cura podem chegar perto de 100%, de acordo com informações do cirurgião Raphael Sepulcri.

Em relação ao tratamento, o médico disse que, na maioria dos casos, é cirúrgico, para as lesões menores e até as maiores. Mas, dependendo da situação, pode ser necessário um tratamento com radioterapia e quimioterapia, quando não for possível cirurgia. Em algumas situações, elas também são necessárias no pós-operatório.


Cuidados bucais na prevenção de doenças

Um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer nessa área é a higienização bucal inadequada. Segundo o cirurgião dentista especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilo facial, Rodrigo Cerqueira, embora não seja tão falado, é um tipo de câncer comum.

“Já encontrei diversas vezes durante meu atendimento pacientes com sinais de alteração de cor, volume e outros aspectos diferentes de um tecido bucal saudável. Neste caso, já fazemos um exame clínico e outros complementares para investigar a lesão. É bom lembrar que são vários fatores de risco que podem colaborar para o desenvolvimento desse tipo de câncer, como hábitos de vida não saudáveis, mas também falta de higienização bucal, próteses mal adaptadas, hábitos parafuncionais, que é mascar chicletes, morder bochecha, lábios e língua, pressionar a língua contra os dentes, entre outros”, exemplificou o profissional.

Cerqueira alerta que, além dos cuidados com a boca, é importante que as pessoas façam acompanhamento com um dentista a cada seis meses. Mas em alguns casos, é necessário até diminuir esse tempo:

“Pessoas que têm problemas recorrentes de gengivite, periodontite, entre outros, devem comparecer ao consultório com mais frequência, de dois em dois meses. E é bom frisar: se o paciente perceber qualquer alteração, procure imediatamente o dentista porque o diagnóstico precoce é importante para as chances de cura de qualquer doença”, finalizou.

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Fonte: Terceira Via

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